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Autor Tópico: História de Sir Mordrain  (Lida 745 vezes)
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Sir Mordrain
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« : Fevereiro 22, 2007, 04:25:53 »

Vou contar-lhes o início das aventuras deste que vos fala.

Era por volta do Natal, cerca de uma semana antes, quando Gandalf chega à noite no povoado de Bri. Vinha escondido, não era conveniente que fosse visto por aquelas bandas, principalmente porque depois do incidente de Frodo – quando usou o Anel na estalagem do Pônei Saltitante – todos viam com maus olhos os que tinham intimidade com magias.

Bateu à porta de uma pequena casa, onde o homem que lá morava abriu a porta.
As luzes permaneciam apagadas naquela casa, e só se falava sussurrando.

- A noite já vai alta, será uma boa hora? – perguntava o homem a Gandalf.
- Sim, estaremos protegidos pela escuridão, mas teremos de levá-los o mais depressa possível.
- E onde estão?
- Bem aqui. – respondeu abrindo a capa.

Havia uma pequena caixa de madeira negra, trancada com fechos de ferro.
Uma aparência realmente estranha.

- Não percamos mais tempo, meu amigo – voltou a falar Gandalf.
- Hei, por que a pressa? Não está se esquecendo de nada não, meu bom amigo? – disse eu a Iago, o homem que estava a falar com Gandalf, enquanto saia de meu quarto.
- Iago, quem é esse? Não sabes que isso é extremamente secreto?
- Também estou surpreso, não sei como entrou aqui!
- Ora, amigo! Como não se lembra? Terá bebido tanto assim? Viemos para cá logo após a caçada. Por falar nisso, ainda tens a sua parte de carne para limpar.
- Isso é ótimo! Por que não jantamos antes de sairmos!? Era tudo o que faltava! – Esbravejava Gandalf, enquanto trovejava lá fora (conseqüência da raiva dele?) – Parece que não teremos escolha. Você terá de vir conosco.
- Ótimo. Essa estadia em Bri já estava ficando monótona. Vim para cá à procura de aventuras.
- Era era o que me fatava! – reclamou Iago – Vamos ter que viajar a noite toda com esse chato?
- Chato, eu? Porquê?
- CHEGA! Já estamos nos atrasando! Vamos logo. Saiba que esta viagem não será fácil!
- E posso saber aonde estamos indo?
- Não, ainda não o conheço – respondeu Gandalf.
- Me parece justo.

Então pegamos algumas coisas para a viagem e nos pusemos em marcha. Nenhuma luz seria permitida na ida. Assim, peguei apenas a minha espada e uns pedaços de carne da caçada do dia anterior.

Iago havia deixado os cavalos na parte de trás da casa, de forma que poderíamos ir para a floresta sem entrar no campo de visão de ninguém nas ruas de Bri.

Seguimos vagarosamente até ganharmos a floresta. Aí Gandalf ordenou que o seguíssemos, e partimos a toda brida. Não havia luar. Era impossível enxergar além do próprio nariz. Iago me parecia na mesma situação. Apenas Gandalf parecia enxergar. E graças a alguma magia, nossos cavalos seguiam o dele.
Enfim paramos. Eu estava completamente perdido. Embora já tivesse ido àquela floresta várias vezes desde que cheguei a Bri, muitas vezes em caçadas, não conseguia reconhecer nada ao meu redor. Apeamos. Gandalf mandou os cavalos de volta. Isso me deixou gélido. Estaríamos no meio de floresta, na noite mais escura do ano, longe de tudo, e sem cavalos para voltar?

- Seguiremos a pé daqui em diante – nos informou – Não estamos longe.

Olhei para Iago, e ele me fez sinal para que confiasse em Gandalf.
Caminhamos pelo que imagino ter sido duas horas, até chegarmos a uma espécie de gruta. Gandalf nos fez notar um curso d’água pouco mais a frente. Disse que teríamos de encontrar o fim dele.
Surpreendi-me com isso, pois como pode haver um fim em um rio que não seja o mar?

- Exatamente esse é o problema, meu amigo – disse-me Gandalf.
- Leste minha mente? – perguntei, sem acreditar.
- Não. Você é que está falando e nem percebe. E por favor, sejamos mais silenciosos daqui por adiante.

Eu estava apavorado com a idéia prosseguir naquela caverna. Fiquei ainda mais quando eles entraram na água. Mas não tive escolha, e entrei também.

- E o que tem no fim desse curso? – sussurrei.
- O início dele. Não percebe que está subindo, ao invés de descer?

Fiquei perplexo. Não, não havia reparado. Mas como? Reparei melhor. Apenas uma fina camada na superfície parecia se mover em um sentido, e o fundo em outro.
Continuamos por algum tempo a descer, nadando contra a corrente. Em certo momento, a água passava por entre umas pedras, que não nos davam passagem.

- É logo após estas pedras. Precisaremos ter cuidado agora. Eles devem estar por perto.


«Continua em breve.»
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« Responder #1 : Março 16, 2007, 11:16:07 »

Tive uma idéia melhor.
Breve estará aqui.
Estou meio sem tempo pra escrever agora....
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