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Autor Tópico: [Autor] Umberto Eco  (Lida 2064 vezes)
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Bagrong
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« : Novembro 12, 2006, 10:02:55 »



Umberto Eco (Alexandria, Itália, 5 de janeiro de 1932) é um escritor mundialmente reputado de diversos ensaios universitários sobre a semiótica, a estética medieval, a comunicação de massa, a lingüística e a filosofia. É, também, titular da cadeira de Semiótica e diretor da Escola Superior de Ciências Humanas na Universidade de Bolonha, além de colaborador em diversos periódicos acadêmicos, colunista da revista semanal italiana L'Espresso e professor honoris causa em diversas universidades ao redor do mundo. Eco é, ainda, notório escritor de romances, entre os quais O nome da rosa e O pêndulo de Foucault.

Umberto Eco iniciou a sua carreira como filósofo sob a orientação de Luigi Pareyson, na Itália. Seus primeiros trabalhos dedicaram-se ao estudo da estética medieval, sobretudo aos textos de Santo Tomás de Aquino. A idéia principal defendida por Eco, nesses trabalhos, diz respeito à idéia de que esse grande filósofo e teólogo medieval, que, como os demais de seu tempo, é acusado de não empreender uma reflexão estética, trata, de um modo particular, da problemática do belo.

A partir da década de 1960, Eco se lança ao estudo das relações existentes entre a poética contemporânea e a pluralidade de significados. Seu principal estudo, nesse sentido, é a coletânea de ensaios intitulada Obra aberta (1962), que fundamenta o conceito de obra aberta, segundo o qual uma obra de arte amplia o universo semântico provável, lançando mão de jogos semióticos, a fim de repercutir nos seus intérpretes uma gama indeterminável porém não infinita de interpretações. Ainda na década de 1960, Eco notabilizou-se pelos seus estudos acerca da cultura de massa, em especial os ensaios contidos no livro Apocalíticos e integrados (1964), em que ele defende uma nova orientação nos estudos dos fenômenos da cultura de massa, criticando a postura apocalíptica daqueles que acreditam que a cultura de massa é a ruína dos "altos valores" artísticos - identificada com a Escola de Frankfurt, mas não necessariamente e totalmente devedora da Teoria Crítica -, e, também, a postura dos integrados - identificada, na maioria das vezes, com a postura de Marshall McLuhan -, para quem a cultura de massa é resultado da integração democrática das massas na sociedade.

A partir da década de 1970, Eco passa a tratar quase que exclusivamente da semiótica. Eco descobriu o termo "Semiótica" nos parágrafos finais do Ensaio sobre o Entendimento Humano (1690), de John Locke, ficando ligado à tradição anglo-saxónica da semiótica, e não à tradição da semiologia relacionada com o modelo linguístico de Saussure. Pode-se dizer, inclusive, que a teoria de Eco acerca da obra aberta é dependente da noção peirceana de semiose ilimitada. Nesta concepção do "sentido", um texto será inteligível se o conjunto dos seus enunciados respeitar o saber associativo. Ao longo da década, e atravessando a década de 1980, Eco escreve importantes textos nos quais procura definir os limites da pesquisa semiótica, bem como fornecer uma nova compreensão da disciplina, segundo pressupostos buscados em filósofos como Kant e Peirce. São notáveis a coletânea de ensaios As formas do conteúdo (1971) e o livro de grande fôlego Tratado geral de semiótica (1975). Nesses textos, Eco sustenta que o código que nos serve de base para criar e interpretar as mais diversas mensagens de qualquer subcódigo (a literatura, o subcódigo do trânsito, as artes plásticas etc.) deve ser comparado a uma estrutura rizomática pluridimensional que dispõe os diversos sememas (ou unidades culturais) numa cadeia de liames que os mantêm unidos. Dessa forma, o Modelo Q (de Quillian) dipõe os sememas - as unidades mínimas de sentido - segundo uma lógica organizativa que, de certo modo, depende de uma pragmática. A sua noção de signo como enciclopédia é oriunda dessa concepção.

Como conseqüência de seu interesse pela semiótica e em decorrência do seu anterior interesse pela estética, Eco, a partir de então, orienta seus trabalhos para o tema da cooperação interpretativa dos textos por parte dos leitores. Lector in fabula (1979) e Os limites da interpretação (1990) são marcos dessa produção, que tem como principal característica sustentar a idéia de que os textos são máquinas preguiçosas que necessitam a todo o momento da cooperação dos leitores. Dessa forma, Eco procura compreender quais são os aspectos mais relevantes que atuam durante a atividade interpretativa dos leitores, observando os mecanismos que engendram a cooperação interpretativa, ou seja, o "preenchimento" de sentido que o leitor faz do texto, procurando, ao mesmo tempo, definir os limites interpretativos a serem respeitados e os horizontes de expectativas gerados pelo próprio texto, em confronto com o contexto em que se insere o leitor.

Além dessa carreira universitária, Eco ainda escreveu cinco romances, aclamados pela crítica e que o colocaram numa posição de destaque no cenário acadêmico e literário, uma vez que é um dos poucos autores que conciliam o trabalho teórico-crítico com produções artísticas, exercendo influência considerável nos dois âmbitos.

Bibliografia

Romances
O Nome da Rosa (Il nome della rosa, 1980), (Prêmio Médicis livro estrangeiro na França)
O Pêndulo de Foucault (Il pendolo di Foucault,1988);
A Ilha do dia Anterior (L'isola del giorno prima, 1998) ;
Baudolino (Baudolino, 2001) ;
A Misteriosa Chama da Rainha Loana (La misteriosa fiamma della regina Loana 2005)


Obras de filosofia, semiótica, lingüística, estética traduzidas para a língua portuguesa

[size=09pt]As datas que aparecem seguidas de asterisco se referem à data da publicação da tradução. As demais seguem de acordo com a publicação original.[/size]

Arte e beleza na estética medieval (tradução portuguesa de 1989*)
Obra aberta (1962)
Apocalípiticos e integrados (1964)
A definição da arte (1968)
A estrutura ausente (1968)
As formas do conteúdo (1971)
O Super-homem de massa (1978)
Lector in fábula (1979)
Mentiras que parecem verdade (1980*) (co-autoria de Marisa Bonazzi)
O conceito de texto (1984)
Viagem na irrealidade cotidiana (1984*)
Sobre o espelho e outros ensaios (1985)
Os limites da interpretação (1990)
O signo de três (1991*) (co-autoria de Thomas A. Sebeok)
Interpretação e superinterpretação (1992)
Diário mínimo (1994*)
Seis passeios pelos bosques da ficção (1994)
Como se faz uma tese (1995*)
Kant e o ornitorrinco (1996)
Cinco escritos morais (1998*)
Em que creem os que não creem? (1999*) (co-autoria de Carlo Maria Martini)
A busca da língua perfeita (2001*)
Segundo diário mínimo (2001*)
Semiótica e filosofia da linguagem (tradução portuguesa de 2001*)
Sobre a literatura (2002)
História da Beleza (2004) (Direcção)

Fonte:
Wikipédia (tudo foi devidamente copiado de lá).


Parte que as pessoas pouco interessadas na vida de Umberto Eco devem ler:

Bom, crio este tópico (aí vem a novidade:) para que possamos discutir um pouco sobre as obras de Umberto Eco (Oh!). Creio que ninguém daqui deve ter lido algum dos livros acadêmicos dele, então podemos focar mais nos romances.

Para quem pulou a outra parte:
-O Nome da Rosa
-O Pêndulo de Foucault
-A Ilha do dia Anterior
-Baudolino
-A Misteriosa Chama da Rainha Loana

No momento, eu estou lendo Baudolino e o livro está muito bom, dando indicações de que ficará ainda melhor!

O livro mais famoso dele é O Nome da Rosa, que foi adaptadopara o cinema e tudo. Ainda não li este, mas o filme é bem legal (ainda mais levando em conta que filmes raramente são tão bons quanto os livros nos quais se baseiam).

E aí, alguém já leu alguma coisa desse autor?
« Última modificação: Novembro 13, 2006, 12:58:38 por Bagrong » Registrado

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« Responder #1 : Novembro 13, 2006, 11:46:46 »

Nunca li, mas o filme do Nome da Rosa é bem legal, até. É aquele que se passa num mosteiro, certo? Eu lembro que me assustou um pouco na época que eu vi, o clima do filme é meio assustador, sei lá Confused
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« Responder #2 : Novembro 13, 2006, 01:01:15 »

É, é esse filme sim!

O filme é bem legal, dizem que é bem parecido com o livro...
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« Responder #3 : Novembro 13, 2006, 01:24:30 »

O único amigo que leu O Nome da Rosa disse que o filme não se compara com o livro.
Alias eu vi o filme muito de mau humor e criei uma péssima imagem do filme e resolvi que leria o livro ao invés de ver o filme denovo.
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ragnavar
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« Responder #4 : Novembro 14, 2006, 09:24:35 »

Adoro Umberto eco! Um dos meu livros preferidos foi escrito por ele : "O Pendulo de Foucault" narra coisas bem esquisotéricas, tem um ritmo lento, mas é deliciosos...


Adorei ter lido o "Nome da Rosa", estou em processando bem lentament o "Ilha do dia anterior", mas esou sedento de vontade de ler "Baudolino" . . .
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« Responder #5 : Novembro 15, 2006, 08:08:52 »

O cara é uóoootimo! O Nome da Rosa é magnífico, e o A Ilha do Dia Anterior é hilário! Recomendo muito mesmo!
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« Responder #6 : Novembro 15, 2006, 08:38:40 »

Adorei ter lido o "Nome da Rosa", estou em processando bem lentament o "Ilha do dia anterior", mas esou sedento de vontade de ler "Baudolino" . . .

Eu estou lendo Baudolino e já recomendo! É realmente muito legal!

Esse é um daqueles livros em que a gente se envolve, sabe? Eu Fico falando "Não faz isso! Não faz isso!" como se fosse mudar as cagadas que a personagem poderia fazer lol
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ragnavar
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« Responder #7 : Novembro 15, 2006, 09:04:33 »

O cara é uóoootimo! O Nome da Rosa é magnífico, e o A Ilha do Dia Anterior é hilário! Recomendo muito mesmo!

 Thinking hum... se vc diz, então vou ter que continruar lendo... ainda nao sai de dentro do barco...
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