Autor Tópico: Entrevista 5 - Rosana Rios  (Lida 9034 vezes)

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Offline Bagrong

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Entrevista 5 - Rosana Rios
« em: Junho 15, 2006, 11:00:44 »
O que obteríamos se somássemos uma escritora, uma roteirista, uma mãe, uma contadora de histórias, uma jogadora de RPG, e uma leitura compulsiva com uma mulher extraordinária e apaixonada por Tolkien? Rosana Rios, com certeza.

A entrevista de hoje é justamente com essa fantástica personalidade do mundo Tolkien-based, que tem dentre seus trabalhos o livro "Senhora dos Anéis - Mulheres na obra de J.R.R.Tolkien". Vamos conhecê-la?

1 - Diga-nos o seu nome, idade, trabalho e local de residência, para que possamos nos familiarizar.
Meu nome é Rosana Rios, tenho 50 anos, sou escritora e trabalho com literatura para crianças e jovens. Moro em São Paulo, Capital, onde nasci.


2 - Agora, conte os seus afazeres preferidos, Hobbies, o que você gosta e o que não gosta.
Escrever é não apenas minha profissão, mas meu hobby... Adoro escrever histórias, seja para crianças pequenas, ou para crianças grandes; isso faz de mim uma contadora de histórias, que é o que todo escritor é no fundo. Além disso, sou viciada em ler; leio de tudo, desde ficção e não-ficção até folhetos de pizzarias... Outros hobbies meus são: jogar RPG, fazer caminhadas na praia, fazer crochê e pintar (aprecio especialmente óleo e aquarela).
Gosto de... Chocolate, sorvete com bolo, café expresso com pão de queijo.
Não gosto de... Fazer o serviço da casa, pagar contas, fazer declaração de Imposto de Renda. Infelizmente não dá para viver sem fazer tudo isso, então o jeito é agüentar a barra!


3 - Escrever é um dom que deve ser muito valorizado. Você gosta de praticar esse dom desde quando? Quais seus estilos preferidos?
Escrevo desde que me conheço por gente, é uma conseqüência de minha paixão pela leitura. Porém, profissionalmente, escrevo desde 1986 (há 20 anos, portanto). Durante 11 anos escrevi roteiros para programas de TV infantis, e ao mesmo tempo passei a me dedicar aos livros - mas escrevo também para teatro. Estilos? Para ler, tudo. Para escrever, trabalho apenas com textos para crianças e adolescentes. Fiz essa opção pois é a literatura que mais me interessa, a infanto-juvenil, que pega um pré-leitor e o transforma em apaixonado pelos livros; formar leitores, capturar a imaginação dos jovens e fazê-los mergulhar no fantástico e na aventura, é disso que eu gosto.


4 - Você mencionou que trabalhou com roteiros para programas infantis e também com teatro. Quais foram seus principais trabalhos nessas áreas?
Trabalhei na TV Cultura, nos programas Bambalalão e Rá-Tim-Bum. Na Bandeirante, fiz os roteiros do TV Criança. E na TV Record, criei e escrevi O Agente G. Fiz também alguns roteiros de vídeo institucionais e outros trabalhos esparsos como roteirista.


5 - Já na sua especialidade - livros - quais foram os seus trabalhos até agora?
Já publiquei 80 livros para crianças e jovens. Claro que alguns, a esta altura (quase 20 anos na estrada) já saíram de catálogo. Alguns podem ser destacados... Com o juvenil Marília, Mar e Ilha, da Ed. Saraiva, ganhei o primeiro prêmio na Bienal Nestlé de Literatura. Meu infantil O Monstro Monstruoso da Caverna Cavernosa, da Ed. DCL, é um dos mais vendidos. Em parceria com a autora Eliana Martins escrevi O Último Portal, pela Companhia das Letras, o primeiro volume de uma trilogia fantástica - o segundo volume sai ainda este ano, e o terceiro no ano que vem. Para conhecer esta e mais algumas das minhas obras, confiram o site www.segredodaspedras.com, onde também há atividades para escolas, joguinhos e outras curiosidades.


6 - O nosso querido autor JRR Tolkien fazia seus livros infantis a partir de histórias narradas para seus filhos. Na sua trajetória de escritora, você também já escreveu livros pensando nos seus filhos?
Acho que isso acontece com toda autora. Minhas primeiras histórias eram contos infantis inventados para meus filhos... Ainda hoje eles me ajudam dando opiniões sobre textos que escrevo.


7 - Praticamente todos os autores tiveram algum tipo de influência em suas obras. Você tem algum autor, livro ou outra coisa que lhe tenha influenciado na maneira de escrever, bem como no conteúdo de seus livros?
Sem dúvida minha maior influência foi Monteiro Lobato. Ele foi pioneiro em fazer boa literatura para crianças, com humor, irreverência e inteligência. Outros autores que fizeram minha cabeça: Shakespeare, Dickens, Machado de Assis. Hoje leio muito Terry Pratchett e tudo que se refira à literatura fantástica; dos teóricos, gosto muito de Mircea Eliade, Joseph Campbell, Clarrisa Estés Pinkola e Marie-Louise Von Franz.


8 - Você já escreveu livros sobre RPG, não é? Você costuma, hoje, jogar RPG? Quais são seus sistemas e jogos preferidos?
Já escrevi algumas aventuras-solo. Desenvolvi um sistema de jogo baseado na minha obra O Segredo das Pedras: O Último Portal. Como a trama do livro se passa num mundo secreto subterrâneo, dá para se jogar nesse universo, convivendo com as raças de seres que existem lá, e com as leis que regem aquele mundo. Quem quiser experimentar esse sistema, pode baixar instruções e uma aventura do meu site: www.segredodaspedras.com.

Para jogar, comecei com o Gurps e o D&D original, mas meu preferido hoje em dia é o CODA (usado no Senhor dos Anéis). Também gosto de Lobisomem (Storyteller), tenho uma personagem Fúria Negra que é muito... Digamos... Agradável. Porém jogo qualquer sistema, desde que mestrado por um Mestre criativo. Já joguei até sem dados, resolvendo os confrontos no par-ou-ímpar-melhor-de-três... Em termos de ambientação, claro que prefiro jogar na Terra-média. Nada como a gente matar uns orcs logo cedo pra começar bem o dia


9 - Recentemente, você e mais um grupo de pessoas mais do que empenhadas e dedicadas fizeram o livro "Senhoras dos Anéis". Como foi produzir esse livro? Como e quando surgiu a idéia?
A idéia surgiu a dois anos, na semana do dia internacional da mulher. Como faço parte do Conselho Branco, um grupo de estudiosos da literatura de J.R.R.Tolkien, conversei com algumas pessoas que estavam interessadas em pesquisar as personagens femininas na obra dele, e assim começamos a montar um glossário de nomes com essas personagens, que acabou se transformando no Senhora dos Anéis - Mulheres na obra de J.R.R.Tolkien. Foi uma experiência interessante organizar esse livro, que contou com 23 co-autores! Assim que a obra ficou pronta, a editora Devir se interessou por publicá-la.
Todos que apreciam as obras do autor de O Senhor dos Anéis deveriam lê-la, para perceber a importância que possuem, na trama, as personagens femininas. Isso muitas vezes passa despercebido, e nosso livro ajuda a captar o fator feminino nos livros.


10 - A sua paixão por histórias, no caso contar histórias, transparece bem no famoso evento do CB, "Casa de Vairë”. Qual a sensação de contar contos e histórias para um grupo de pessoas de idades diversificadas?
Contar e ouvir histórias é uma atividade ancestral, que forjou a nossa civilização. Poder fazer isso hoje em dia é um privilégio, e por isso tenho tanto carinho pelo nosso grupo de contadores de histórias, que compõem a Casa de Vairë. É emocionante narrar um mito ou conto folclórico e ver as pessoas se deslumbrarem, descobrindo significados ocultos neles...


11 - Algum CdV foi muito especial para você, marcou mais do que todos que já ocorreram até agora?
Achei maravilhoso levar nossos contadores a orfanatos e hospitais infantis, e ver as carinhas das crianças enquanto ouvem as histórias! Aqui em Mordor (São Paulo) temos um hospital infantil que nos chama todo ano, na semana da criança. Em geral, toda sessão de Casa de Vairë é emocionante. Mas nunca esquecerei do primeiro Internacional de RPG de que participamos com essa atividade; a Sheilla (Vairë) contou a história de Beren e Lúthien e fez um monte de marmanjos chorar... Outro evento marcante para mim foi a Tolkien 2005, na Inglaterra. Eu fiz uma mini-palestra para um pequeno grupo de Tolkiendili de diversos países do mundo, narrando as experiências das Casas de Vairë. Os caras ficaram de boca aberta, porque em seus países (Inglaterra, USA, Holanda), ninguém nunca teve idéia de fazer um trabalho parecido com o nosso. Foi gratificante saber disso e ver a surpresa deles.


12 - Ficamos felizes ao saber que você foi a Tolkien 2005, representando o fandom brasileiro! A Claudia/Nísire também te acompanhou, pelo que sabemos (confidências durante a HobbitCon 2005). Conte-nos um pouco sobre essa jornada na Inglaterra, sobre o evento.
Participar do Tolkien 2005 na Inglaterra foi um privilégio. Éramos quatro membros do Conselho Branco participando oficialmente do evento. Comemorava-se os 50 anos do lançamento de O Senhor dos Anéis, e havia lá pessoas provenientes de uns 30 países diferentes, todos membros de Sociedades Tolkien em suas terras...  Tivemos a oportunidade de assistir palestras, apresentar palestras, fazer um pouco de turismo Tolkieniano - em Sarehole e Oxford - e, após o evento, ainda tiramos uns dias para viajar pela Inglaterra e Escócia como mochileiros... Vimos lugares incríveis e conhecemos pessoas de toda parte do mundo. Realmente, Tolkien foi muito além do que outros autores de fantasia: ele criou um mundo à parte, no qual gente de toda parte do planeta pode se encontrar, virtual ou fisicamente. Que outro autor nos proporcionaria uma viagem dessas?



13 - Provavelmente não há outro autor que nos proporciona emoções e uma viagem como a que vocês fizeram! Aproveitando que caímos nesse assunto, quais foram os temas de suas palestras na Tolkien 2005?
Nosso ex-presidente Thomaz "Azog" Brasil falou sobre as Sociedades Tolkien no Brasil e as atividades do Conselho Branco. Eu falei sobre a prática de contar histórias em geral e o projeto de contadores de histórias do CB, a Casa de Vairë.



14 - Sobre o que tratavam as palestras que você assistiu nesse evento? Destas, qual foi a que mais gostou?
Havia dezenas de palestras, com palestrantes do mundo todo discorrendo sobre aspectos da obra de Tolkien, A que mais chamou minha atenção foi a de Tom Shippey, o professor que é autor de alguns livros sobre Tolkien. Foi maravilhosa, abordando os ditos populares e citações que aparecem em O Senhor dos Anéis. Outro momento emocionante foi a fala de Priscilla Tolkien, na abertura do encontro. Foi realmente um evento inesquecível...


15 - O turismo Tolkieniano, em Sarehole e Oxford, lhes proporcionou quais visitas?
Fomos conhecer o Oratório que Tolkien freqüentava com a mãe e o irmão, em Birmingham, as famosas "Duas Torres" que o inspiraram, a casa em que ele morava em Sarehole. E o Moinho de Sarehole, claro, que é um museu. Em Oxford visitamos vários pontos turísticos da cidade, incluindo a escola Christ Church, a Bodleian Library, alguns dos colégios em que Tolkien lecionou; e almoçamos no pub Eagle & Child, onde se pode ver o local em que os Inklings se encontravam e tomavam suas cervejas enquanto liam os textos que escreviam uns para os outros. Oxford é uma cidade belíssima, e ao andar pelas ruas a gente tem a sensação de que vai dar com Tolkien passando a qualquer momento, com uma pasta sob o braço cheia de provas para corrigir...


16 - Agora, sobre a HobbitCon de 2005. Qual o seu balanço sobre o evento?
Fazer a Hobbitcon 2005 foi um tanto difícil, pois quando faltava menos de um mês para o evento nós perdemos o centro cultural que havíamos agendado, por mudança da diretoria de lá. Então, quase que a convenção não aconteceu! Para nossa alegria, tivemos o oferecimento do pessoal da Casa de Bruxa, que nos cedeu seu espaço com a maior boa-vontade. Claro que o espaço era bem menor e tivemos de modificar várias das atividades programadas, mas tivemos um público de pelo menos 300 pessoas e todos se divertiram muito. Vale destacar a banda de inspiração celta que deu um show (Olam Ein Sof), os parceiros de outras sociedades, fãs-clube e empresas que montaram seus estandes, os contadores de história da Casa de Vairë, e os palestrantes, como Reinaldo Lopes e Claudio Crow Quintino, cujo público lotou o pequeno auditório de que dispúnhamos... Outra atração inédita foram os quadros do artista Douglas Costa, retratando a Terra-média, que transportaram todo mundo para Arda; e a exposição de livros e objetos tolkieniano, que maravilhou a todos - especialmente a coleção completa de Action Figures da hobbit Patrícia Enigma. Tudo contribuiu para fazer do evento um grande sucesso!


17 - Aproveitando que caímos no assunto "Tolkien", conte para nós como e quando surgiu toda essa paixão pelo Professor.
Quando eu tinha 15 anos (no século passado...), correspondia-me com uma penfriend inglesa. Isso foi nos anos 70. Ela me disse numa carta que lá na Inglaterra todo mundo estava lendo The Lord of the Rings. Fiquei fascinada e com vontade de ler, porém não encontrei as obras, e só pude comprar depois de vários anos, quando só havia aqui a trilogia editada em Portugal - caríssima. Fiquei apaixonada assim que li, e comecei a procurar outras pessoas que tivessem lido, para comentar os livros. Custei um pouco a encontrar, e foi já nos tempos de Internet que descobri o Conselho Branco! Mal podia imaginar, na época em que me inscrevi no CB, que estava iniciando uma etapa nova na vida: iria fazer dezenas de novos amigos, mergulhar no mundo da Literatura Fantástica e até ir à Inglaterra, tudo pelo condão da obra de J. R. R. Tolkien!


18 - Você tem algum personagem preferido, um especial, aquele que marcou muito durante a leitura das obras do Professor? Aproveitando o gancho, qual o seu livro preferido de todos que Tolkien escreveu?
Hum, livro preferido? Tenho de ficar entre O senhor dos Anéis e o Silmarillion. Cada um deles é maravilhoso de uma forma diferente. Ao ler o SdA a gente viaja para Mordor junto com a Sociedade, e no Silma temos a sensação de testemunhar a criação do mundo!
Acho que, embora ame demais Aragorn, Faramir, Éomer e Boromir, meu personagem preferido de toda a saga é Tuor. O humano que encontrou a cidade perdida de Gondolin me encanta... E considero A Queda de Gondolin minha história preferida, embora goste de tantas outras.


19 - Você disse que se tornou fã de Tolkien antes de haver um fandom já criado e desenvolvido. Como foi sua busca por outros fãs? Aonde você procurou pessoas com esse mesmo interesse?
Quando li o Sehor dos Ánéis, não conhecia mais ninguém que houvesse lido e fiquei um bom tempo sem ter com quem falar sobre o assunto. Só depois do surgimento da Internet, quando eu já tinha e-mail e alguma prática em dar buscas em sites de filmes e livros, foi que descobri existirem grupos de discussão especializados em Tolkien! Encontrei o Pellenor (que depois viraria Valinor), e através desse site encontrei o Conselho Branco. Isso foi logo após a fundação do CB, no final de 2000. Sou parte desse grupo desde fevereiro de 2001, e lá encontrei amigos com que falar sobre Tolkien e Literatura de Fantasia... Foi com eles que aprendi a jogar RPG e já vi muita coisa acontecer no grupo: casamentos, nascimentos de filhos, grandes amizades.
 

20 - Essa busca foi bem sucedida? Se sim, conte-nos como eram as atividades do Fandom Tolkiendili no Brasil, as discussões, os estudos, antes da popularização da internet, que possibilitou a criação das comunidades como conhecemos hoje.
Sim, a busca foi muito bem sucedida. Além de fazer amigos no Conselho Branco, acabei conhecendo o pessoal da Na Toca (hoje Amon Hen), da Valinor, da Sociedade de Tolkien Brasileira, do Condado, do Pônei Saltitante, e da Heren Hyarmeno, a primeira associação de fãs Tolkiendili da América do Sul! Fiquei conhecendo ainda o pessoal do Tolkien Latino, que congrega as Sociedades Tolkien da América Latina, especialmente da ATA - Associación Tolkien Argentina. Pelo que eu sei, antes da Internet tudo se resumia a alguns grupos de pessoas que se encontravam de vez em quando, sem nada muito organizado ou formal. Somente depois que a World Wide Web conectou as pessoas de pontos distantes foi que se pôde estender as ligações e obter relacionamentos com fãs de literatura através das distâncias. Hoje falo sobre Tolkien com amigos de todo o Brasil, e de outros países, Inglaterra, Holanda, Canadá... Ouso dizer que, sem a Internet, o movimento não teria se espalhado como aconteceu.


21 - Durante todo esse tempo participando de comunidades Tolkien, quais os fatos que mais te marcaram, os acontecimentos que deram mais trabalho, os eventos de que mais gostou, enfim, os momentos mais marcantes?
Foram muitos anos e muitos encontros... Claro que a viagem à Inglaterra foi um ponto alto, participar de uma Convenção Tolkien Internacional foi maravilhoso. Aqui no Brasil tivemos as duas Hobbitcons, a de 2004 e a de 2005, que foram ótimas, envolveram centenas de pessoas e nas quais eu trabalhei muito. Houve também a pré-estréia do filme O Retorno do Rei, em que eu fui fantasiada de Laracna e tive a experiência de assistir ao filme em primeira mão, numa sala cheia de fãs, todos fantasiados, chorando juntos nos momentos cruciais do filme. Enfim, foram anos de emoções e amizades, que nunca teriam acontecido se não fosse pelo fato de que, nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, um obscuro professor inglês teve uma idéia literária... Que coisa louca!


22 - Tendo em vista sua experiência e tempo de permanência nessas comunidades, você tem alguma previsão sobre o futuro do fandom Tolkiendili no Brasil?
Acredito que a comunidade continuará crescendo, já que a obra permanece e é um clássico, daqui a 200 anos haverá pessoas rindo e chorando com as aventuras de Frodo a caminho da Montanha da Perdição. Se acontecer mesmo a produção de O Hobbit para o cinema teremos a chegada de novos fãs, mas mesmo que isso não ocorra O Senhor dos Anéis sempre nos trará mais aficionados, entre as pessoas que amam a fantasia e são leitores compulsivos, como eu. 


23 - Você quer deixar um recado para os leitores que tiveram a oportunidade de apreciar sua entrevista?
Não sou muito de passar recados ou mensagens, mas fica minha palavra: livros são as coisas mais legais que existem. Sou assumidamente viciada na leitura e através desse mundo - a Literatura - eu conheço melhor o mundo real, o imaginário e as pessoas. Espero encontrar, entre os que lerem esta entrevista, muitos amigos que compartilham essa visão.


24 - Agora temos uma pergunta que será difícil de responder. Essa é "A Pergunta", aquela que pode mudar os rumos da humanidade. Prepare-se pois lá vai ela: Qual é o seu sabor de pastel preferido?
Ops... Terei de revelar um segredo longamente guardado! Meu sabor preferido de pastel é o mais tradicional que existe: de carne moída, de preferência temperado com salsinha. Pronto! Falei! Agora é só esperar o fim do mundo!!!
(Bom, pelo menos não me perguntaram qual o segredo fundamental do universo, e eu teria de responder 42, o que seria um problema...)

Offline Idril

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Re: Entrevista 5 - Rosana Rios
« Responder #1 em: Junho 17, 2006, 01:23:40 »
Certa vez, escutei alguém falar que era prativamente impossível não ter lido algum livro da Rosana Rios... E acabei de descobrir que eu não só li como tinha como livro preferido "O Dragão Comilão", que foi escrito pela querida Shellob! :D



Vocês não imaginam como eu enchi o saco do meu pai, anos atrás, pra comprar esse livro numa feira que tinha todos os anos na minha escola! :lol:


Fora isso, a entrevista ficou excelente! É sempre bom ter entrevistados sempre de bem com a vida e que deixam as entrevistas mais do que agradáveis de interessantes de serem lidas. :clap:
EU SOU RICAAAAAAAAAAAAA!!!
:eusourica:

Offline Marreco Herunolë

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Re: Entrevista 5 - Rosana Rios
« Responder #2 em: Junho 20, 2006, 11:30:03 »
Eu li "Da Matéria dos Sonhos" anos antes de conhecer o Conselho Branco. Pouco antes de ir pra HobbitCon 2005 descobri que era de uma tal Rosana Rios, com quem trocava e-mails diários na lista de diretores do CB - quando eu era Thain da Toca ES.

Foi um prazer conhecê-la pessoalmente no ano passado, apesar de ela estar mais que atarefada na produção do evento.

Marreco Herunolë, fã da aranha...

Offline Bagrong

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Re: Entrevista 5 - Rosana Rios
« Responder #3 em: Junho 21, 2006, 03:57:07 »
Eu fiquei especialmente surpreso ao ver que Rosana trabalhou com o programa Rá-Tim-Bum. Esse difinitivamente marcou minha infância. Sempre que aparecia o "Senta que lá vem história" eu sentava no sofá :lol:

Offline Smaug

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Re: Entrevista 5 - Rosana Rios
« Responder #4 em: Junho 21, 2006, 07:08:38 »
Ah, eu também já li um livro da Rosana :D, "A Cidade, os Erres e as Rosquinhas de Coco". E isso antes de saber que a autora era a Shelob. Hoje já está devidamente autografado, por causa da HobbitCon. No final do livro tem uma receita de rosquinha, hehe :trico:

Com certeza ficou uma ótima entrevista, demorou um pouco para terminarmos, mas valeu muito a pena (né Bag?). Pela Shelob ser uma fã há tempos, dá para aprendermos muito com ela. Muito bom.
E pensar que eu possa ter assistido algum episódio do Castelo Rá-Tim-Bum com roteiro dela. Super divertido :jive:
Papai Noel e Coelho da Páscoa em Arda? Só no jornal mais louco de Arda: Correio Ardense, aqui na SdP!

Offline Bagrong

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Re: Entrevista 5 - Rosana Rios
« Responder #5 em: Junho 22, 2006, 01:49:11 »
Com certeza ficou uma ótima entrevista, demorou um pouco para terminarmos, mas valeu muito a pena (né Bag?).

Devagar se vai ao longe :dente:

Mas que ficou legal a entrevista, isto não tem dúvida!